domingo, 29 de agosto de 2010

" Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas às vezes que fugi de você."

Ruídos de passos vazios, um nada. Despediram-se. Ela baixou a cabeça e seguiu seu caminho. Sua mente guardava o calor do abraço que poderia ser último, do cheiro do cabelo castanho escuro dele, e da fotografia dos olhares de ambos quando tiveram que dizer: “até qualquer dia...”

Atitudes forçadas, necessárias, e o medo das surpresas de um futuro próximo. Não era possível deixar se entranhar um no outro. Mas seria possível partir por inteiro?

- Passos lentos rumo a lugar qualquer, mãos no bolso, um canto de indiferença nos lábios... e sem olhar pra trás. Ele deixou metade de si com ela, e essa metade era um inteiro de peso incomensurável que ela não sabia se suportaria corregar. O abraço apertado que quase fez seu coração parar, congelou os olhos escuros dela numa sensação de culpa e solidariedade.


* Numa noite fria, ouvindo o barulho do mar... pés na areia molhada e coração na mão.




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5 comentários:

armalu disse...

Como é dificil, esperar, dizer adeus, ou simplesmente fingir ignorar quando se gosta. Mas a vida é assim mesmo.

Hana disse...

Minha linda, não dá nada se der é pouca coisa rsss, levanta sacode a poeira da a volta por cima é isso!!!
com carinho
Hana

Gabriela Castro disse...

Despedida é sempre tão difícil, mas é preciso encerrar ciclos.

beijos

Rodrigo Passos disse...

lindo texto!!!

Divagações de uma tagarela disse...

Texto lindo! É tão triste ter que deixar ir quando ainda se gosta...(eu também gosto muito dos 3 pontinhos!) :)


bjs e ótima semana.