sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Nossa Senhora destrancadora de teses. #OraçãoDesesperadaDeTodoDoutorando

 Vou começar a fazer essa prece... vai que dá certo né??? :p


"Nossa Senhora Destrancadora das Teses, em ti confiamos para a proteção contra o Exu Tranca-Tese. Proteja-me de: queimação de pen drive; bibliografia em alemão; visita fora de hora; linha no Word que não sobe com o ‘del’; fotocopiadora quebrada. Dá-me: encontros com o orientador no corredor da universidade e livro emprestado com data de devolução para 2050.

Ah, Senhora, livra-me também das perguntas indiscretas, das dúvidas fora de hora, e das certezas idem. Ajuda-me a lembrar os nomes dos autores e da pronúncia deles, assim como do modo como se faz a notação de revistas.

Nossa Senhora, livrai-me de pensamentos acerca de minha tese durante o meu sono. Que eu possa dormir o sono dos justos, impunemente, sem que eu tenha que me levantar ou acender a luz para anotar insights invasivos que detonam minha mente quando preciso descansar para mais um dia de batalha! Que tais pensamentos venham na hora certa, quando me sento diante do meu PC, e que eu não me torne um zumbi. E que eu não perca mais do que 10 quilos até a defesa...

Ó Senhora, desperta no meu orientador uma enorme vontade de ler minha tese. Que ele a leia com olhos vigilantes, para não deixar passar nenhuma monstruosidade, mas também com olhos piedosos, para me ajudar a enfrentar a banca. E que a banca, Senhora, mesmo me dando os apertos que achar necessários, ao final assine a poderosa ata, redenção final dos meus inúmeros pecados.

Eu sei que a Senhora vai me dar uma luz bem forte e lançar, como num passe de mágica, artigos que abram meu cérebro tão debilitado por tamanha pressão.

Minha Santa querida, já que eu fiz esta escolha na minha vida, já que ela é meu sonho e me sinto na obrigação de terminar, dá-me força e sabedoria pra não esganar um!" 

Que assim seja: Amém!!!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

"Ela ainda não aprendeu a ser sozinha uma pessoa".


Das coisas que eu já devia ter aprendido...a vida me grita que as pessoas nem sempre sentem o que dizem, e que a carência é péssima companheira. Além de cega e surda, tem baixo QI, não conseguindo captar os milhares de sinais luminosos que podem decifrar a realidade dos fatos, e impedir o tombo.
Sobre o tombo... dói. Quebra-se tudo o que se acreditou ser - mas que jamais foi. Bate um típico não querer encontrar-se em meio à realidade. Encarar a vida da forma como ela é. Sem o encanto imaginário.
Olhar e não ver. Procurar e não encontrar. Esperar, e não chegar. 
É certo que tudo passa. Passa vagarosamente. E isso dá uma tristeza no coração da gente. Porque essa coisa de solidão, de falta de colo, palavras, chêro e cafuné, é triste demais. No fundo desse poço é capaz da gente afogar o coração e matar os sentimentos, e ainda assim continuar a sentir tanto. E não sentir nada. Mas não um nada, de nada. Um nada que é vazio. Um vazio que ocupa um espaço enorme, e que mata o sorriso da gente. Sentir tanto, a ponto de não fazer sentido sentir.
A solidão é coisa muito triste. É acordar de manhã e conseguir ouvir o barulho do vento batendo na janela feito assombração. É sair na rua e ver uma multidão, mas não poder abraçar ninguém. É se agarrar na primeira mão amiga  que lhe estendem como se fosse a sua única possibilidade de salvação ( e chorar quando num piscar olhos a mão não estiver mais lá - e nunca está!). É distribuir amor pra primeira pessoa que te abraça apertado(e sofrer por não receber amor de volta, nem abraço!). E ai a gente cala, a gente esconde. Pega a solidão e dança uma valsa. Coloca um sorriso amarelo no rosto, e tudo bem. Só que não!


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quarta-feira, 17 de abril de 2013

E... quando o corpo pede um pouco mais de alma?

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Faz tempo que sinto. Tanto.
Faz tempo que preciso de paz. E sorrisos.
Em vez de paz, poderia ser abraços.
Mas aceitaria também... amor.



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domingo, 14 de abril de 2013

" (...) Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço".



Por nunca ter sido delicada, sempre foi mais fácil partir e guardar tudo na caixinha de recordações pra lembrar depois. Sempre fui embora quando senti vontade de ir. Sempre brinquei com as chegadas e partidas. Nunca me importei com quem ficava pra trás, porque a final a vida é assim... todos dias esse vai-e- vem. Um dia tudo se inverteu e comecei a ficar. Estava cansada das partidas. Resolvi ficar por inteiro, ser por inteiro; Resolvi ficar porque não me deixavam partir; Resolvi ficar porque eu não me permitia partir. Mas não adiantou muito. Ficando fui partida, e partida precisei partir, porque sou inteira demais para aceitar ser pedaços. Precisava ir, porque ficar seria olhar pro espelho e saber que por mais que a imagem estivesse lá, inteira, intacta por fora, todo o resto estaria trincado por dentro. E essas certezas machucam demais. Ironicamente eu só queria ficar. Mas agora que parti, fico o tempo todo de olhos fechados que é pra doer menos, que é pra me proteger mais, que é pra não pisar em alguma coisa e quebrar... que é pra não me quebrar, que é pra fazer dessa saudade e dessa vontade de ir embora algo positivo. Porque ao final tudo valerá apena. Eu sei.



"(...)mas, hey! Alguma coisa ficou pra trás... antigamente eu sabia exatamente o que fazer..."




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segunda-feira, 8 de abril de 2013

"E a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai!"

Porque quero muito e não quero nada. Porque ao matar a adrenalina eu morro, mas se não matar morro da mesma forma. Porque eu sempre levo um susto ao olhar pra trás e perceber como eu mudei, como eu cresci, como eu me tornei uma pessoa muito melhor do que era, e me questiono como eu pude ser tanto tempo daquele jeito. Mas ainda assim, a melancolia não sai de mim, não sai de mim, não sai! E penso que não é tédio, é cansaço. Porque correr atrás dos sonhos é competir na São Silvestre com uma perna só. E dói. Dói o asfalto quente e a garganta seca. Dói a ânsia da chegada, dói pelo caminho que falta. Dói pela incerteza da vitória. Dói querer demais. Mas ainda assim é o que dá sentido, é o que causa êxtase, é  a sombra da árvore e a água gelada no calor de 40 graus.
 Não é tristeza, não é sofrimento, não é depressão nem TPM, é uma transformação pesável. É um sentimento sem nome. É a mania de levar tudo ao extremo... que ferra tudo, ou não. Sentir demais é melancólico. Ser demais é solitário. Há coisas que não dá pra querer resolver de uma vez, é preciso aceitar, esperar pacientemente. É o velho clichê: "ter Fé em Deus, ter Fé na vida". 






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domingo, 24 de março de 2013

"Pensei em sentar na calçada da rua(...) e chorar, mas preferi entrar numa livraria, comprar um caderno lindo e anotar sonhos.

E persegui-los!

Porque eu tenho sensações tão reais de está dormindo na minha cama, e no meu quarto. E eu acordo triste e pensativa de verdade, e passo o dia a me lembrar de cada detalhe da minha casa, como quem revive lembranças inesquecíveis. O necessário corte do cordão umbilical... A casa arrumada que não é a minha, a interferência de outros gostos que não são os meus; E vejo toda essa separação como uma crueldade impiedosa. Mas permaneço aqui, com a saudade no colo, as lembranças na mente e o coração cheio de afeto: afeto pelo o que tenho e sempre vou ter; angústia por está longe, e esperança em dias melhores; Dias que farão valer a pena toda essa distância.  A saudade bate, e eu apanho, mas daí vem a esperança  e me revigora!

 E eu que sempre achei que fui feita para o mundo... 


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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Desistir?





Eu já pensei seriamente nisso,
mas nunca me levei realmente a sério.
É que tem mais chão nos meus olhos
do que cansaço nas minhas pernas,
mais esperança nos meus passos
do que tristeza nos meus ombros,
mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.


Cora Coralina

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Que venha 2013!!!

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