sexta-feira, 16 de agosto de 2013

"Ela ainda não aprendeu a ser sozinha uma pessoa".


Das coisas que eu já devia ter aprendido...a vida me grita que as pessoas nem sempre sentem o que dizem, e que a carência é péssima companheira. Além de cega e surda, tem baixo QI, não conseguindo captar os milhares de sinais luminosos que podem decifrar a realidade dos fatos, e impedir o tombo.
Sobre o tombo... dói. Quebra-se tudo o que se acreditou ser - mas que jamais foi. Bate um típico não querer encontrar-se em meio à realidade. Encarar a vida da forma como ela é. Sem o encanto imaginário.
Olhar e não ver. Procurar e não encontrar. Esperar, e não chegar. 
É certo que tudo passa. Passa vagarosamente. E isso dá uma tristeza no coração da gente. Porque essa coisa de solidão, de falta de colo, palavras, chêro e cafuné, é triste demais. No fundo desse poço é capaz da gente afogar o coração e matar os sentimentos, e ainda assim continuar a sentir tanto. E não sentir nada. Mas não um nada, de nada. Um nada que é vazio. Um vazio que ocupa um espaço enorme, e que mata o sorriso da gente. Sentir tanto, a ponto de não fazer sentido sentir.
A solidão é coisa muito triste. É acordar de manhã e conseguir ouvir o barulho do vento batendo na janela feito assombração. É sair na rua e ver uma multidão, mas não poder abraçar ninguém. É se agarrar na primeira mão amiga  que lhe estendem como se fosse a sua única possibilidade de salvação ( e chorar quando num piscar olhos a mão não estiver mais lá - e nunca está!). É distribuir amor pra primeira pessoa que te abraça apertado(e sofrer por não receber amor de volta, nem abraço!). E ai a gente cala, a gente esconde. Pega a solidão e dança uma valsa. Coloca um sorriso amarelo no rosto, e tudo bem. Só que não!


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quarta-feira, 17 de abril de 2013

E... quando o corpo pede um pouco mais de alma?

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Faz tempo que sinto. Tanto.
Faz tempo que preciso de paz. E sorrisos.
Em vez de paz, poderia ser abraços.
Mas aceitaria também... amor.



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domingo, 14 de abril de 2013

" (...) Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço".



Por nunca ter sido delicada, sempre foi mais fácil partir e guardar tudo na caixinha de recordações pra lembrar depois. Sempre fui embora quando senti vontade de ir. Sempre brinquei com as chegadas e partidas. Nunca me importei com quem ficava pra trás, porque a final a vida é assim... todos dias esse vai-e- vem. Um dia tudo se inverteu e comecei a ficar. Estava cansada das partidas. Resolvi ficar por inteiro, ser por inteiro; Resolvi ficar porque não me deixavam partir; Resolvi ficar porque eu não me permitia partir. Mas não adiantou muito. Ficando fui partida, e partida precisei partir, porque sou inteira demais para aceitar ser pedaços. Precisava ir, porque ficar seria olhar pro espelho e saber que por mais que a imagem estivesse lá, inteira, intacta por fora, todo o resto estaria trincado por dentro. E essas certezas machucam demais. Ironicamente eu só queria ficar. Mas agora que parti, fico o tempo todo de olhos fechados que é pra doer menos, que é pra me proteger mais, que é pra não pisar em alguma coisa e quebrar... que é pra não me quebrar, que é pra fazer dessa saudade e dessa vontade de ir embora algo positivo. Porque ao final tudo valerá apena. Eu sei.



"(...)mas, hey! Alguma coisa ficou pra trás... antigamente eu sabia exatamente o que fazer..."




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segunda-feira, 8 de abril de 2013

"E a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai!"

Porque quero muito e não quero nada. Porque ao matar a adrenalina eu morro, mas se não matar morro da mesma forma. Porque eu sempre levo um susto ao olhar pra trás e perceber como eu mudei, como eu cresci, como eu me tornei uma pessoa muito melhor do que era, e me questiono como eu pude ser tanto tempo daquele jeito. Mas ainda assim, a melancolia não sai de mim, não sai de mim, não sai! E penso que não é tédio, é cansaço. Porque correr atrás dos sonhos é competir na São Silvestre com uma perna só. E dói. Dói o asfalto quente e a garganta seca. Dói a ânsia da chegada, dói pelo caminho que falta. Dói pela incerteza da vitória. Dói querer demais. Mas ainda assim é o que dá sentido, é o que causa êxtase, é  a sombra da árvore e a água gelada no calor de 40 graus.
 Não é tristeza, não é sofrimento, não é depressão nem TPM, é uma transformação pesável. É um sentimento sem nome. É a mania de levar tudo ao extremo... que ferra tudo, ou não. Sentir demais é melancólico. Ser demais é solitário. Há coisas que não dá pra querer resolver de uma vez, é preciso aceitar, esperar pacientemente. É o velho clichê: "ter Fé em Deus, ter Fé na vida". 






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domingo, 24 de março de 2013

"Pensei em sentar na calçada da rua(...) e chorar, mas preferi entrar numa livraria, comprar um caderno lindo e anotar sonhos.

E persegui-los!

Porque eu tenho sensações tão reais de está dormindo na minha cama, e no meu quarto. E eu acordo triste e pensativa de verdade, e passo o dia a me lembrar de cada detalhe da minha casa, como quem revive lembranças inesquecíveis. O necessário corte do cordão umbilical... A casa arrumada que não é a minha, a interferência de outros gostos que não são os meus; E vejo toda essa separação como uma crueldade impiedosa. Mas permaneço aqui, com a saudade no colo, as lembranças na mente e o coração cheio de afeto: afeto pelo o que tenho e sempre vou ter; angústia por está longe, e esperança em dias melhores; Dias que farão valer a pena toda essa distância.  A saudade bate, e eu apanho, mas daí vem a esperança  e me revigora!

 E eu que sempre achei que fui feita para o mundo... 


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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Desistir?





Eu já pensei seriamente nisso,
mas nunca me levei realmente a sério.
É que tem mais chão nos meus olhos
do que cansaço nas minhas pernas,
mais esperança nos meus passos
do que tristeza nos meus ombros,
mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.


Cora Coralina

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Que venha 2013!!!

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

"É preciso respeitar as pessoas como se não houvesse amanhã..."


Definitivamente eu não sou legal. Sempre fui azeda. Pessoa de poucos amores e de muito amor. Gosto de impor minha opinião aos demais. De controlar, dominar, e geralmente acho que tenho razão em tudo o que digo e às vezes faço. Se eu digo que te amo, eu farei tudo por você, sempre que você precisar. Posso ser boba quando gosto de alguém. Mas se eu não te amo, se eu não te amo proteja-se do meu olhar. Há quem me julgue antipática, mal educada e esnobe. Há quem diga que isso tudo é apenas uma máscara. 
Eu o que digo? Sei lá! Acho que sou pura azedura adocicada. A vida exige de nós um pouco de dureza, e é com um pouco de dureza que tento carregar o meu mundinho cheio de conflitos e estranhamentos na minha busca impossível pela perfeição (coisa chata né?). 

Aprendi a sorrir para disfarçar desconfortos. Não me sinto na obrigação de distribuir sorrisos quando não tenho vontade, mas estranhamente, prefiro disfarçar meu rio de lágrimas com um sorriso amarelo, porque eu prefiro ser alvo de duras críticas, do que alvo da pena alheia. Prefiro o julgamento pela minha aparência, do que pela minha verdade. Prefiro ser julgada pela minha antipatia do que pelas minhas fragilidades. 

Às vezes eu também choro bem escondidinha. Chorar faz parte, né? Pois é, faz mesmo! Faz parte do processo de esvaziamento e fortalecimento para as lutas de cada dia. Chorar é dividir com o mundo aquilo que a gente guarda só para nós. Chorar é silêncio transformado em palavra. É a expressão daquilo que não conseguimos dizer. O silêncio fala através das lágrimas. Lágrimas que o mundo não ver, palavras que o mundo não ouve, problemas que o julgamento alheio, sobre a minha pessoa, não resolve.

Então mundo, não devo desculpas por ser quem sou. Não sou legal, e não estou te dando mole, mas sou sensível, acredite se puder!

beijos a quem os mereça!
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