quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O tempo


Quem sabe se eu ficar olhando pro mar, pras ondas que se movem as vezes rápido e as vezes lentamente, quem sabe se eu dormir profundamente, se eu tirar os olhos do tempo, quem sabe...

Quem sabe, se eu parar de deixar a poeira se acumular dentro dos poros limpos, quem sabe esse sentimento vai embora... e então a vontade de você cessa, e talvez a tristeza não, mas o tempo quem sabe passa...

Quem sabe ser possivel deixar de enxergar o pó vermelho no vão entre os cantos da casa, e esse seu olhar vazio que é para mim uma cilada

Quem sabe um poema me acorda, sem nexos, sem rimas, sem razão, sem mim...

E assim, mais um dia se passa e volto a dormir, olhos pesados, secos, desacordados...

E o tempo? Quem sabe não existe mais, quem sabe é apenas som indecifrável de vida ou morte...




2 comentários:

Marcia Barbieri disse...

Adorei o poema,o tempo...esse monstro de sete cabeças. Adorei tbém adoçura do post lembranças.

beijos

narduci disse...

Espero que você tenha todo o "TEMPO" do mundo para continuar escrevendo assim. Meus olhos...minha mente...meus sentimentos...agradecerão eternemente!
bjs