terça-feira, 1 de junho de 2010

“Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas."

Tenho guardado dentro de mim tudo o que posso, pra não me perder, pra não perder mais nada nem mais ninguém. Estou fazendo meu coração de caixa, guardando todos os sentimentos. Contido, quieto, ele junta todas as lágrimas, todas as angústias, todas as tensões, e as guarda desordenadamente, como sombras que se esquivam.
Os meus pensamentos vão e voltam sem saber qual caminho seguir. Tento ultrapassar todos os sinaleiros. Em vão pego uma estrada, caminho longamente, volto. Paro, penso. Caminho em círculos. Entro na contramão. Acelero desgovernadamente entrando por ruas lotadas. Freio. Caminho errado. Volto, corro em círculos... Me escrevo, me apago, risco e rasgo. Meu disco arranhado toca no volume máximo...sempre na mesma música. No meu labirinto me perco e me acho. Me desgasto por não saber ser de menos. Eu não caibo em mim. Mas ainda assim mantenho a caixa do meu coração. Eu sou o tempo todo, mas não quero que saibam. Eu me repito por não saber ser diferente, mas isso é um segredo.

Pronto. Eu decidi que cansei.

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5 comentários:

wcastanheira disse...

Q peninha ter cansado, então, repouse, deite a cabeça num belo abraço, deixe seu corpo molhar-se num córrego de água pura, tente levitar pensamento, alma e corpo, abandone-se ao nadismo, por um tempo e...volte ao mundo refeita de energias e amor.Adorei andar por aqui, sua página está um abelezura vc merece bjos bjos e bjossssssssss

Gabriela Castro disse...

Adorei a sua postagem. Palavras intensas e sinceras, muito bem empregadas Aquela primeira frase me define perfeitamente.
beijão

Fabrício Santiago disse...

Poxa, seu coraçãozinho, como diria shakeaspeare e ele sozinho "o mar, o barco e a tempestade"...rs
Lembrete:
Vc está companhando a saga "O Vingador de Lampião" desde o primeiro capitulo, então não pode perder o epílogo. Te espero por lá com seus comentários.
Beijos

Barbara disse...

Quem escreve tais coisas não cansa de verdade não.
Só finge que cochila.

Maria Ribeiro disse...

Este teu texto é significativo do que o ser humano faz, continuamente, mesmo sem o escrever: pensar em si, na sua vida e nas suasa dúvidas, cansar-se ,parar para PENSAR e voltar à luta!
BEIJO DE
LUSIBERO